Desde que voltei de férias não tive tempo e nem inspiração para voltar a escrever por aqui. Portanto, este pode ser encarado como o último post deste blog.
No início da febre da Internet comercial, em 1999/2000, todo projeto de site era meio igual: "queremos atrair tráfego e faturar com publicidade". Publicidade, na época, restringia-se tão somente a banners e pop-ups, mas estes logo foram aniquilados pelos antipop-ups. E muito site acabou fechando as portas, pois a taxa de clique em banners só caía e a expectativa de quem anuncia era altíssima, afinal tinham nas mãos uma publicidade que não faria apenas um trabalho de fixar a marca, mas de levar para o próprio ponto de venda. Só que as vendas não aconteciam, apenas do tráfego atraído.
Aí vieram os links patrocinados com sua lógica de se adaptarem ao contexto da página em que são exibidos, e muitos previram a morte dos banners. Só que eles não morreram. Pelo contrário, evoluíram. Com novas tecnologias e formas de se escolher o público-alvo, os banners hoje são responsáveis por uma fatia importante, quando não a maior, do faturamento de diversos sites.
No lugar daqueles banners estáticos, que nunca mudavam, vemos peças animadas, dinâmicas, e que muitas vezes são bastante relevantes, trazendo boas ofertas ou até informações importantes para o internauta. Isso gerou um efeito interessante entre os usuários, que já não fecham os olhos aos banners, mas sim esperam encontrar grandes oportunidades de economizar ou aproveitar promoções. Recentemente ouvi diversos testemunhos que atestam esta nova fase dos banners. Gente que se acostumou a encontrar as tais ofertas, então sempre dão uma olhadinha no que aparece no topo da tela. Da mesma forma, tenho ouvido relatos interessantes de gente que comprou computadores, tocadores de DVD e outros itens semelhantes após clicarem num pop-up.
O banner emprestou parte da inteligência trazida ao mercado pelos links patrocinados e virou uma boa alternativa para redes que querem usar todo recurso visual disponível para chamar mais a atenção. Segundo algumas fontes que tenho consultado, os resultados são expressivos e sempre crescentes.
Longa vida aos banners.
COMEÇOU A DECADÊNCIA DO GOOGLE?
Uma notícia ecoou esta semana no mercado web: Era de ouro do Google pode ter chegado ao fim, dizem analistas. O texto fala sobre a queda no número de cliques em anúncios de Links Patrocinados publicados nos resultados de busca da gigante norte-americana, ocorrida em janeiro nos EUA. A queda é bem pequena, de 0,3%, bem menor que os 9% de queda registrados nas buscas da Microsoft. No Yahoo!, pelo contrário, houve crescimento de 15%. Os números são da ComScore.
Pronto, isso bastou pra as ações do Google perderem valor na Nasdaq. Já são 32% de queda desde o início de 2008. Especialistas revêem suas previsões e o mercado como um todo prende a respiração: será que Google começa a trilhar o mesmo caminho que IBM, Microsoft e AOL já percorreram?
Eu acho que é cedo para pensar nisso. Mas o período de encantamento com o Google está começando a passar. Alguns já enxergam sinais de que o lema "Don't be evil" é puro marketing e, apesar da nobre missão de organizar todo o conteúdo da Internet, o que realmente interessa é o lucro. Aliás, que mal isso tem? Nenhum, mas não me inventem cortinas de fumaça para assumir isso.
Nas próximas semanas poderemos ter novas quedas nas ações do Google, afinal o mercado não gosta de ver os números profetizados no passado não se concretizarem no futuro, ainda que sejam bons. É aquela história de "deu muito lucro, mas não tanto quanto se esperava, por isso caiu".
Google não é mais novidade. A última foi o YouTube, que poderia realmente virar o mercado de entretenimento de cabeça para baixo, e eles correram para comprar, ou seja, garantem os louros do que vier por aí, como fizeram sempre. A excelente busca é 100% deles. O resto, compraram e aperfeiçoaram. Palmas para o Google. Mas eu quero saber quem é the next big thing.
MUDANÇA
Este blog andava meio parado e ranzinza. Agora vai ficar mais chato para alguns, legal para outros.
Para fazer juz ao nome do blog, vou começar a falar sobre o mercado de Internet. Quem quiser ver minha face wanna-be cozinheiro/crítico/connaisseur que visite o http://papelmanteiga.zip.net/, que também oferece a chance de ver as receitas maravilhosas da patroa-doceira.
CABARET
Como a oferta de música hoje é muito grande, não consigo mais acompanhar as novidades. Mas, felizmente, um amigo me passou os MP3 de uma banda nacional que faz um "glam rock" de alta qualidade e que gravou um CD excelente, com praticamente todas as faixas muito bem trabalhadas, alguns refões pegajosos, ótimos riffs de guitarra, baladas matadoras. A banda é carioca e se chama Cabaret. Investe forte na parte teatral, com todos os integrantes adotando codinomes e muita produção no palco.
Vale a pena conhecer e ouvir. Rock bem tocado e pesado na medida certa, quando é necessário.
Desempenhamos tantos papéis em nossas vidas que fica difícil às vezes saber realmente quem somos...
Trabalho, família, amigos, casamento. Cenários diferentes, companheiros de cena diferentes e 99% de improviso, pois ninguém lê o roteiro antes, apenas o imagina de forma que seja quem brilha na cena.
Outro desafio é misturar atores de diferentes cenários sem que a credibilidade do próprio papel seja ameaçada.
Não posso concordar mais. Se há algo que eu não suporto é poesia. Ô coisa chata. Soa pretensioso demais para mim. Qualquer merda em forma de poesia parece bom. É como apresentação de power point na firma: o lixo que fica com cara de profissional.
Mas quando se consegue casar poesia com uma boa melodia, a combinação é matadora.
WHY?
Por que tanta gente hoje tira fotos fazendo um sinal de "v" na horizontal, quase como um rapper?
2007
Para mim, 2007 foi um dos melhores anos que vivi. Quero ver se consigo ao menos repetir o desempenho em 2008.
MAIS FILMES
Faz tempo que não falo de filmes por aqui, então lá vai:
Bee Movie - Como tem todos os dedos de Jerry Seinfeld, claro que eu iria gostar. Conta a história de uma abelha que, ao se "formar", não se contenta em saber que já precisa tomar a decisão mais importante de sua vida: que profissão assumir, algo que o acompanhará até o fim da vida. Na busca pela melhor alternativa, acaba iniciando uma guerra contra os humanos, com conseqüências desastrosas.
A animação da Dreamworks (Shrek) está muito boa, e o festival de trocadilhos e analogias ao mostrar a vida das abelhas é muito interessante. A história é quase infantil, mas uma criança não vai entender metade das piadas. É bem leve, simples, mas faz pensar. E dá vontade de se tornar um "Ás do Pólen" (assista para saber...).
O Sobrevivente - Dirigido por Werner Herzog, tem Christian Bale (Psicopata Americano, Batman Begins) como ator principal, no papel do aviador Dieter Dengler, que tem seu avião derrubado durante uma missão pré-guerra do Vietnã no Laos e fica preso por alguns meses no meio da selva, até que consegue fugir acompanhado de seus colegas de cela. É baseado na história do aviador, mas foram tantas mudanças na história real que as famílias de outros personagens retratados no filme estão reclamando muito da obra, que demoniza um dos personagens de forma, pelo que dizem as famílias, injusta.
É lento e, perto do que se tem feito em termos de filme de guerra hoje, ingênuo. Como disse uma colega de trabalho, é uma mistura de Apocalypse Now e Rambo... Consegue passar de ano, mas sem louvor.
Caminho para Guantánamo - Mistura de documentário e dramatização, conta a história de quatro estudantes ingleses, descendentes de famílias paquistanesas e muçulmanas, que viajam ao oriente para participar do casamento de um deles no Paquistão. No meio da viagem, acabam convencidos a participar de uma missão de ajuda no Afeganistão, que começa a ser atacado pelas forças dos EUA e Inglaterra, e acabam capturados e torturados pela coalizão, que os consideravam guerreiros do Talibã.
Os amigos são enviados para a prisão de Guantánamo, em Cuba, onde ficam por 2 anos, até serem libertados. Assusta a forma como são tratados, não só pela falta de humanidade por parte dos agentes norte-americanos, mas por não haver nenhuma prova de que eles eram guerrilheiros/terroristas. Só de imaginar que várias pessoas passaram e estão passando por tamanho humilhação, revolta. Obrigatório.
NATAL?
Este final de ano está tão corrido que nem entrei no clima das festas de fim de ano. Vou ficar em SP mesmo, então não há stress com estrada, passagens de avião, aeroporto...
Vai ser tudo tranqüilo, como eu gosto. Só falta um presentinho, o mais importante, da dona patroa, que, para ajudar, não sabe o que quer, como eu...
Na real, quero é que passe logo para que um dos projetos profissionais mais importantes com que já me envolvi entre logo no ar e comecemos a dar prosseguimento aos planos estabelecidos há alguns meses. Neste janeiro quero mais é trabalhar!
FORMATURA
Ontem fui a uma festa de formatura, algo de que não gosto mesmo quando eu era o formando. Chatice total: é preciso usar uma roupa anti-comemoração, afinal não é muito confortável dançar de terno; é preciso suportar a banda-DJ tocando de tudo para agradar (ou desagradar) a todos; e tem a "comida aziática", que dá uma azia desgraçada depois da festa.
Festa de formatura deveria ser restrita a formandos e seus amigos. Família tem de ir só na colação de grau e pronto. Deixemos a molecada se acabar na bebida e na balada, afinal o momento é deles.
Interessante foi notar a evolução das roupas. Me formei no terceiro colegial em 1991. Naquela época, as festas eram geralmente em clubes, e a minha foi no Juventus. As roupas dos homens continuam bem parecidas: terno social para convidados, smoking para os formandos. Mas entre a mulherada, que diferença. Sumiram os laços e saias bufantes da minha época, que faziam as roupas das meninas ficarem semelhantes a roupinhas de bujão de gás/liquidificador, e surgiram decotes vertiginosos, que revelam tatuagens, curvas perigosas e suscitam a eterna dúvida dos tempos de hoje: é silicone ou não? As formandas de hoje estão muito mais próximas de mulheres do que as de outrora, mais adolescentes mesmo.
Outra diferença: bebe-se à vontade, com os pais patrocinando a bebedeira ao levarem, e liberarem, as garrafas do indefectível Red Label. E formatura virou uma indústria mesmo: bandas performáticas, com vastos figurinos, fartura de bebidas e comidas, efeitos especiais. A parte besta: a proibição de se fotografar parte da festa, para que se tente obrigar o aluno a comprar o álbum oficial... Hoje, com as câmeras digitais em todo lugar, fica meio ridículo, na minha época (tô veío mesmo) era mais complicado, mas um espertinho ligou em casa dizendo que iria reaproveitar o papel das minhas fotos se eu não comprasse o álbum. Ã-hã...
Na saída, ao pegar o carro no estacionamento, um fato inusitado, meio à la American Pie: um casalzinho se refestelando no gramado exatamente à frente das lanternas do meu carro. O rapaz deitado de costas no chão e a garota, de saia arregaçada e bunda de fora, por cima. Não se incomodaram nem quando liguei o farol (claro que fiz isso). Mas, estranhamente, quando o rapaz apalpou a bunda desnunda, a menina afastou a mão boba e deu uma ajeitada no vestido. E adiantava?
UNDERWORLD
Sempre gostei de ouvir ingleses falando inglês, por causa do sotaque.
Eu gostaria mesmo era de conseguir falar com o mesmo sotaque do cara do Underworld em Born Slippy, uma música que marcou uma geração inteira:
PARECE FICÇÃO MESMO
O presidente Lula disse que o caso da menina presa numa cela para homens numa cadeia do Pará parecia ficção. Não quis ler o resto, mas realmente ele estava certo.
Não pelo que ocorreu lá dentro, mas pelo que está ocorrendo fora. Primeiro, revelou-se que esse tipo de situação já havia ocorrido antes. Agora, uma delegada diz que a menina "mexia com os presos".
Essa discussão nem deveria existir. Só o fato da menina ter ficado naquela cela já deveria ser motivo suficiente para toda a cúpula da polícia paraense pedir o chapéu...