A Petrobrás está fazendo um concurso na Internet para escolher uma espécie de torcedor-símbolo do Campeonato Brasileiro de futebol de 2010. O vencedor vai viajar pelo país mostrando as torcidas de cada Estado, curiosidades e etc.
O povo geek/nerd adora fazer piadinhas sobre ninjas, sempre baseadas em fatos como "só um ninja maa outro ninja", "só um ninja vê o outro ninja".
Um dia, aqui na firma, um ex-funcionário jogou no ar que havia uma loja "ninja" na Teodoro Sampaio, do lado ou em cima de uma loja de lustres. Em se tratando de Teodoro Sampaio, uma definição meio genérica, mas alguns detalhes da localização que encorajaram outro ex-funcionário a procurar a tal loja.
Dias depois, a pergunta: "fui lá na Teodoro e nem achei a loja ninja". A resposta: "claro, você não é ninja!".
Gargalhadas à parte, foi surpreendente ver o sujeito cair na piada, pois ele era do tipo que inventaria esta história, não que acreditasse...
Problemas no carro me fizeram voltar a vir trabalhar usando a dobradinha metrô + ônibus. Moro perto do metrô e o trabalho fica ao lado de um corredor de ônibus. Ou seja, fácil, fácil.
O metrô, é preciso reconhecer, é um dos melhores serviços públicos disponíveis por aqui. Usei muito nos tempos de colégio, um pouco na faculdade e depois fiquei anos sem usar, para voltar a usar nos últimos anos. Circulo apenas pelas linhas Azul (Norte-Sul) e Verde (Ramal Paulista) e sei que a situação na linha Leste-Oeste é complicada há tempos, mas minha experiência tem sido muito boa. Estações e trens continuam inexplicavelmente limpos e conservados. Os trens novos são muito bons, um novo padrão que vai ser interessante de ver como irão manter.
Agora espero a abertura da linha Amarela, que vai permitir o trajeto completo de casa ao escritório de metrô. Pelo que vi no site do governo, serão estações ainda mais modernas e trens nunca usados por estas terras. Poderá ser uma das armas de Serra em sua campanha pela presidência, mas nem assim votaria nele. E nem na Dilma...
Mas usar ônibus continua osso duro de roer. Os corredores até que são eficientes, mas os ônibus precisam ser revistos, assim como o nível de serviço. Com cartão magnético, não tem porque existir cobrador ocupando espaço e obrigando a termos uma estrutura de metal dentro do veículo para jogar o povo feito gado em direção à roleta. Corredores estreitos atrapalham a circulação. A roleta no meio, também. O motorista não respeita a capacidade máxima dos ônibus e para em qualquer ponto, mesmo não havendo espaço disponível. As linhas percorrem distâncias incrivelmente longas, às vezes por ruas muito estreitas.
Os corredores de ônibus não precisam de mil linhas passando por ele. Uma linha única que ficasse circulando sem parar por ele seria o ideal, com outras linhas cruzando o corredor para o público fazer a baldeação. Parece que o planejamento das linhas de ônibus da cidade segue um padrão: quanto mais longa e intrincada, melhor. Precisamos é de mais vias segregadas, com velocidade rápida, integradas às linhas que circulariam por trajetos mais curtos. Aquela história de 'linhas locais" alimentando terminais de grande porte, de onde sairiam as linhas expressas para as regiões mais centrais. Mas aí ficaria bom, e esse não parece ser o objetivo de quem cuida deste serviço.
Integrando isto aos trajetos do metrô e teríamos algo interessante na cidade, quem sabe um dia acontece...
Tenho me divertido com a imprensa brazuca esperneando a cada fala de Fernando Alonso sobre o que espera de 2010, pois é muito raro que ele coloque o brasileiro Felipe Massa entre os rivais deste ano.
A explicação é simples, e ele mesmo já deu pista disto numa de suas entrevistas: para o espanhol, bicampeão do mundo, o companheiro de equipe é o primeiro a ser batido, e ele sempre bateu os dele. Ou seja, na cabeça dele, já conta com a possível vitória sobre Massa. E ele não está errado, nem é sinal de soberba. É o tipo de pensamento que quem quer ganhar precisa ter: a certeza de que uma parte do jogo ele domina, no caso, o jogo dentro da equipe. Se ele perder este, não precisa pensar em outros rivais, pois já estará derrotado.
A boataria de sempre já começa a colocar o polonês Robert Kubica na Ferrari ano que vem, no lugar de Massa, mas a Ferrari e o brasileiro já "vazaram" que a renovação de contrato está em negociação. E é merecido, pelo que o brasileiro já fez pela Ferrari, que moralmente deve um título para ele (2008, quando vários erros da equipe entregaram o campeonato para hamilton, da McLaren).
Enfim, o campeonato está só começando, mas a fábrica de intrigas da F1 já trabalha sem parar.
Desde que comecei a trabalhar diretamente com Internet (já são 11 anos nesta indústria vital...) fiquei imaginando como seria o mundo quando os adultos jovens fossem a geração que cresceu com acesso livre a videogames, Internet e celulares. Junto isso, a cultura fast food, de leituras rápidas e superficiais, dos resumos, da objetividade total.
Pois é, esse tempo chegou, estamos vivendo isso agora. Os nascidos na metade final da década de 80 eram pré-adolescentes quando a Internet comercial surgiu, testemunharam todas as mudanças de versão dos videogames, acostumaram-se com os celulares e subverteram todas as concepções de privacidade que existiam.
A cultura pop já mudou, e enquanto a tia Madonna, símbolo de uma cultura pop que, comparando-se com a de hoje, é praticamente intelectualizada, tenta não perder o posto de rainha, já apareceu uma candidata com os requisitos perfeitos para tomar-lhe o cetro, mas nos moldes atuais: Lady Gaga (nascida em... 86). Seu último clipe é um bom exemplo do que estou falando. Deixe o liquidificador trabalhar:
Então comecei o MBA (gestão e mkt de entidades esportivas). A primeira impressão, se ficar, é muito boa. Professores atuantes no mercado, boa primeira aula sobre Direito Desportivo.
Acho que vai ser bom para arejar a mente, aprender coisas novas. E ler/pesquisar um pouco sobre esporte, que eu gosto muito.
Incrível como os internautas gostam de bisbilhotar a respeito de quem acabou de morrer.
Ontem, a morte de Lombardi foi muito citada no Twitter, mas a falta de materiais sobre o misterioso locutor coadjuvante do Silvio Santos, de quem muitos só conheciam nome e voz, fez com que pouco se encontrasse pela rede.
Hoje, a atriz Leila Lopes é encontrada morta. Twitter e Google fervendo, sites com conteúdo sobre Leila bombando em audiência. O pior é que há algum tempo ela não gerava notícias. Após a investida nos filmes pornôs, Leila Lopes gerou algumas manchetes no meio do ano, quando foi internada com algo "misterioso" (parece que era endometriose). Depois disso, pouco se falou sobre a atriz.
Tirando a morte em si, pouco se tem a saber sobre Leila. Mas a curiosidade mórbida é o combustível para a busca incessante por qualquer dado sobre o morto mais recente.
O grande comediante norte-americano participou recentemente do talk show de David Letterman, nos EUA, e fez uma piadinha rápida sobre a escolha do Rio de Janeiro para sede das Olimpíadas de 2016, dizendo que se Chicago mandou a primeira-dama Michelle Obama e a apresentadora de TV Oprah Winfrey, o Rio mandou 50 strippers e meio quilo de cocaína:
É óbvio que é uma piada, que até tem sua graça, mas a notícia já corre pela Internet e logo vamos ter os brasileiros de sempre se ressentindo, como só nós tivéssemos o poder e autoridade para fazer piada com outros países. Infelizmente, uma das imagens que o Brasil tem lá fora é esta: drogas e mulheres gostosas. E está errado? As mulheres-fruta e os traficantes-patronos de escolas de samba que expliquem a piada...
O pediatra é a figura central da vida de quem tem filhos recém-nascidos.
Milhares de dúvidas, respondidas prontamente por este guro moderno. E quase sempre da mesma forma: "é normal".
Ou seja, tudo aquilo que gera palpitações, pesadelos e brigas entre mãe-desesperada-e-pai-que-acha-tudo-frescura é normal.
O problema é que entre eles mesmos, os pediatras, há muitas diferenças. É difícil que dois pediatras dêem exatamente as mesmas instruções para resolver um mesmo problema.
Por isso considerei que a melhor dica recebida no período pré-paternidade foi do amigo KK: "escolha seu pediatra e siga apenas o que ele disser". Ou seja, nada de ouvir o amigo, o primo ou o dr. Google. Geralmente fazemos isso quando não concordamos com a orientação, mas temos vergonha de confrontá-la.
Pelo menos, até agora, estamos em paz com o nosso. Mas o dia da dúvida vai chegar.
Quando somos bebês, nossos pais nos incentivam a arrotar depois de comer (mamar), comemoram nossos cocôs e xixis e até quando soltamos gases.
O alívio é sempre celebrado.
Aí crescemos e somos profundamente reprimidos. Arroto vira falta de educação. Soltar gases em público, vergonha. Cocô tem gente que só faz de luz apagada. Xixi é o único socialmente aceitável para momentos de aperto. Mas homem ainda faz em qualquer lugar.
Reza a lenda que minha mãe me colocou na escola com 2 anos de idade para eu parar de ver televisão. Fato é que acabei trabalhando em duas emissoras em SP.
Gosto muito de ver televisão. É vício mesmo. Mas até que eu via muito pouco até ter um nenê de poucos dias em casa. Acabei voltando a ver bastante TV, principalmente aos finais de semana.
Descobri uma porção de programas interessantes que não conhecia. E descobri que TV aberta durante a semana, principalmente do meio para o fim da tarde, é o horror total. Mundo cão comendo solto, tudo sendo nivelado bem por baixo. No horário nobre, melhora, mas não muito. A TV fechada tem mais opções, mas se pensarmos bem, não vale o que custa.
Pelo jeito, só a Internet salva. Dá-lhe Rapidshare...
Quem sabe as grandes produtoras de conteúdo acordem para esta força, que tem escala para permitir a milhões a compra de programas, seriados, filmes e etc a preços baixos. Que cada um faça a sua programação. Só quem é bom de verdade sobrevive. Mas isso inclui mudar a divisão de forças entre conglomerados de comunicação. E esse povo não gosta muito de mudar.