Achamos o apartamento desejado. Preço no topo do nosso limite, mas com a configuração e localização desejadas.
Só que tem a empresa corretora de imóveis no meio. Atrapalhando, claro.
O apto, que tinha "documentação perfeita", tem uma pendência jurídica que está "sendo resolvida" há alguns dias. Os donos, que aceitaram o pagamento em uma vez só, direto da caixa, mudaram de idéia semana passada, pedindo um sinal de "x". hoje, "mudaram" de idéia de novo, pedindo 5 vezes isso, como entrada.
Um abraço. Não sei quem não quer vender. Mas eu não quero mais comprar. Ainda mais sabendo que o mesmo prédio terá um apto liberado em breve...
Justo agora que preciso sossegar pelas grandes mudanças que se aproximam, a vontade de sair da zona de conforto aparece com força total.
Era para pôr no twitter, mas prefiro deixar aqui.
Acho que nunca houve tantas mulheres-bunda a animar nossa programação de TV. É um festival de paniquetes, mulheres-fruta, dançarinas de grupos de axé e pagode, ex-bbbs e outras que nada fazem a não ser mostrar as belas curvas. Por mim, tudo bem, cada um sabe o que faz da vida, todo mundo é adulto, todo mundo é pago e bola para frente.
O que não engulo é o discursinho "hoje-faço-isso-amanhã-farei-aquilo", e o aquilo sempre é teatro, novela, cinema, jornalismo... Eu não consigo lembrar de alguém que tenha feito essa mudança de status de forma realmente bem sucedida.
Essas meninas precisam entender que o público não exige muito mais do que isso, apenas que mantenham bundas, pernas e peitos bem torneados, empinados e bronzeados, se possível com contrastantes marquinhas de bíquini. Homem não liga a cara à bunda, logo não está interessado no que essas garotas pensam ou desejam para o futuro. Bunda não fala, minha gente.
Além disso, a gravidade e o tempo são implacáveis, o que garante grande rotatividade nas bundas do momento. Há poucos anos, o domínio era das dançarinas de axé e rainhas de bateria (mas seus reinados são curtos, ligados ao carnaval). Hoje, mulheres-fruta e paniquetes dividem as atenções. E uma geração bem vitaminada está chegando aí, é o povo da malhação excessiva aliada aos recursos cirúrgicos.
É o fim da bunda-arte.
É interessante notar como a cada notícia de grande repercussão, certos termos se notabilizam e passam a ser ouvidos em conversas de bar.
Agora, graças ao voo 447, temos o sistema Fly-by-wire, a Zona de Convergência Tropical, perigosíssima, fragatas e corvetas.
Mas a palavra nova que deve ser incorporada ao léxico de botequim é Pitot, o sensor que fica do lado externo da aeronave e envia os dados que alimentam os computadores dos inteligentes aviões da atualidade.
Realmente, a tecnologia é o que nos traz mais novidades ao colóquio.
Afinal, quem é que alguns anos atrás falava realmente com naturalidade sobre wi-fi, banda larga, rede social, convergência e vídeo on demand?
A vida corporativa é praticamente um jogo de xadrez, só que dependendo de onde trabalhamos, acabamos sendo sempre o rei andando entre diversas damas, que conseguem nos pegar ao menor descuido. Temos pouca mobilidade para fazer grandes jogadas, e cada movimento pode ser um passo em direção ao próprio sacrifício.
O problema é que não precisa ser assim, tão desfavorável. E quando é, não temos força para virar o tabuleiro.
Xeque.
Sempre que ocorre um fato com este sumiço do avião da Air France, começo a pensar em como os seres humanos, em geral, fazem de tudo para driblar algo inevitável: a morte. OK, há uma certa condescendência em relação a mortes ditas "naturais", por velhice, principalmente. Mas qualquer exceção vira tragédia.
Hoje sou praticamente nada religioso, ateu convicto. Mas acredito que estamos sempre reescrevendo nossos caminhos e nosso futuro a cada decisão que tomamos, como atrasar cinco minutos a saída do escritório, virar uma rua antes no trânsito e etc. Se fazemos grandes planos para nortear nossas vidas, é nas pequenas e aparentemente inofensivas atitudes é que definimos nosso futuro. Já apareceram alguns "sobreviventes" do voo: aqueles que por motivos diversos, não embarcaram. E que me ajudam a elaborar a teoria dos pequenos atos.
Só que essa teoria é um pouco contraditória com uma outra crença minha, que é a de que, quando chega a hora, nada há a fazer. E aí é crença mesmo, pois racionalmente, o que já elaborei acima vai um pouco contra isso, pois seria possível realmente driblar a morte sem nem saber que ao ler aquela revista no banheiro e me atrasar para ir a uma festa, sem saber acabei saindo do caminho de um motorista de ônibus bêbado que acabou cruzando um farol vermelho pelo qual eu passaria na transversal...
No fim, eu gosto um pouco de cair nessas contradições, pois me obriga a ficar "viajando" ainda mais sobre isso tudo, afinal, eu decidi não entregar tudo isso na mão de alguma divindade superior e simplesmente aceitar que foi escolha "Dele".
Dois engravatados de sapato caramelo conversam numa capital qualquer do sul do país.
- Estranho, vendemos bem em todos os Estados da federação, até no interior de SP, mas na capital...
- Ouvi dizer que já houve protesto contra nosso produto em alguns mercados, gente arrancando das prateleiras e tudo.
- Sério? As pesquisas dizem que é mais fresco, mais saboroso, tem a melhor consistência.
- Isso eu sei, o povo não gostou foi do nome: Presunto Araçá.
O que é pior do que sala de espera de médico? É um símbolo do desrespeito. Você precisa marcar horário para ser atendido, mas por outros "n" motivos, a maioria dos profissionais marca consultas de 15 em 15 minutos.
A não ser que o sujeito nem encost a mão em você, geralmente 15 minutos é pouco. Ou seja, a probabilidade de você ser atendido com atraso é bem alta.
E quando entra um propagandista antes de você? Aí é bom achar um Pasalix para baixar a raiva, pois a demora vai aumentar muito mais. E médico do tipo que atrasa também evita o contato com o paciente, deixando tudo nas costas das secretárias que mandam um "o doutor Fulano não vai poder atender agounra, ele precisou sair para resolver um problema particular". E o paciente que se dane.
Tenho bons amigos médicos, a quem aviso que não pensei neles ao escreve isso. Estou generalizando aqui, pois generalizar é muio mais legal, não?
O que eu queria mesmo era atender médicos com hora marcada. Após umas 3 horas de espera, eu mandaria avisar que eu iria embora. E demoraria no mínimo um dia para retornar as ligações. Só para o sujeito sentir o gostinho de um bom chá de cadeira.
(pinçado de uma conversa com Cila, Lu, Naninha e Beto)
Uma das atrações mais antigas de parques de diversões é a Monga, a mulher que vira macaco e sai assustando a platéia.
Truque feito com um simples, mas eficiente jogo de espelhos, encanta todas as platéias, todo mundo tem uma boa história sobre isso para contar (inclusive eu).
Mas não é hora de histórias, mas de sugerir um pequeno "revamp" no truque.
Rebatizado de MONA, traria um macaco peludo no lugar da mulher no início.
O macaco se olharia no espelho e gritaria de desprazer ao ver tantos pêlos, o cabelo ensebado e as unhas compridas.
O macaco se debateria e chacoalharia a jaula, mas logo iniciaria um processo doloroso de depilação. Também cortaria as unhas, arrumaria o cabelo.
Uma pele lisinha e branca apareceria debaixo da selva peluda. Um cabelão armado na cabeça, um maiô de strass e uma música ao fundo.
O macaco se transforma em Mona, que arrasa dublando um sucesso qualquer da eterna Cher.

Uma das cenas mais legais num avião chegando aos EUA é o pessoal preenchendo os cartões da imigração e da alfândega.
É um medo de rasurar, de escrever uma besteira qualquer e acabar sendo devolvido que fica até divertido vendo a galera tirando as dúvidas sobre o preenchimento.
Às vezes o papel está em espanhol e o povo manda o famoso "o que é apellido?" Imagina quantos "carlões", "kikos" e similares já não apareceram por lá... Quando o papel está em inglês, também não muda muito.
O papel da imigração é talvez o mais importante, pois é ali a primeira peneira. Rolam perguntas e tal. Mas o da alfândega é mais simples, nunca me perguntaram nada.
Aí ficamos viajando aqui em casa um dia, pensando se, no fim do dia, o povo da alfândega não joga tudo num triturador de papel... Seria uma cena maravilhosa: cortar do povo suando frio no avião pro cara da alfândega picando o papel preocupado em liberar espaço na mesinha em que trabalha...
É impressionante o número de salões de beleza que pipocam pelos bairros de SP.
O estranho é que não tenho notado um aumento no número de pessoas "embelezadas" andando por aí.
Aí pensei (tks, Giacca): "será que os caras fazem pesquisa para saber o local ideal de instalação de um salão de beleza?"
Imaginei a cena:
Sujeito de jeans e camiseta, com uma prencheta na mão, toca a campainha. Uma senhora de uns 55 anos, roupa de ficar em casa, atende:
- Pois não?
- Boa tarde, eu estou fazendo uma pesquisa para uma empresa que pretende se instalar na região. A senhora gostaria de participar?
- Demora?
- Não, é uma pergunta só.
- Tudo bem, o que você quer saber?
- Tirando a senhora, quantas pessoas feias moram nesta casa?
Pano rápido
Claro que não é isso que acontece, mas seria muito interessante entender a lógica de se abrir um salão de beleza com nomes horríveis (talvez tirados do livro que vi numa banca esses dias: 9 mil nomes para seu bebê) numa rua em que há vários concorrentes.
Acho que vou aproveitar para tingir meus cabelos grisalhos.
Há umas semanas fomos ver o filme francês "Entre os muros da Escola", que mostra o cotidiano de uma turma de estudantes adolescentes numa escola pública da periferia de Paris. O ponto focal do filme é um professor de francês, vivido por François Bégaudeau, autor do livro que acabou por batizar o filme, que tenta conectar-se ao alunos, tarefa dificílima atualmente.
Como prender a atenção de jovens que estão acostumados a ver televisão enquanto navegam na Internet e conversam no MSN, mandando mensagens via celular, tudo ao mesmo tempo agora? E que se informam em blogs e fóruns da web, que não acham a menor graça na lista de leituras, quase monolítica, que precisam enfrentar? Só o que se produziu de conhecimento no pós-guerra já justificaria uma grande mudança na lista de "obrigatórios" da literatura universal. Muita coisa já deve estar datada demais ou até inadequada ao pensamento de hoje.
Mas escolas são monolíticas também. Não querem perder a autoridade, pensam que ainda estamos na revolução industrial, preparando alunos anualmente como numa linha de produção. Tem até sinal para começar e parar a aula...
O melhor do filme é este ser passado na França, um país de cultura própria, resistente ao estrangeiro, mas que depende dele para crescer e são os imigrantes quem começam a roer as bases desta cultura, assim como os latinos nos EUA (mas o Estado policial americano controla melhor a inversão de papéis).
Pensando bem, o que se vê na tela deve estar se repetindo em escolas do mundo inteiro. Jovens hoje mantêm suas diferenças culturais, mas também são muito globais, consumindo o mesmo tipo de produto, de roupas a música. É uma geração que considera um ano muito tempo, tudo tem de acontecer já. E a escola lá, a passos de tartaruga, fechando os ouvidos e tentando gritar mais alto.
O filme desperta muitas reflexões. Alunos talvez precisassem ser um pouco mais maduros, os pais, um pouco menos condescendentes, os professores, menos autoritários. Mas é preciso mudar, logo.
Quantas vezes já ouvi esta frase em congressos de Internet de que participei. É verdade, o conteúdo é rei mesmo. Não importa quão ruim seja a navegação do seu site, se seu conteúdo for interessante e relevante para a audiência, as pessoas estarão sempre lá. Quem não se lembra do início do Orkut? E do MySpace? E do Facebook? E dos portais? Navegações malucas, bagunça visual, mas o rei estava lá, nuzinho da silva, para todo mundo olhar.
Estou envolvindo com um projeto grande, que serve para um monte de coisas na empresa em que trabalho. O rei tem começado a aparecer por lá, felizmente. Lembrei disso ao me deparar com alguns vídeos que um novo parceiro nosso (TV Trama) postou por lá esta semana: vídeos da Elis, de 1973, em preto e branco, como este:
Ou então, um dos virais mais falados desta semana, como este, da nova famosa da hora, a escocesa Susan Boyle, que encantou o mundo com sua voz inversamente proporcional a sua beleza em apresentação num show de talentos na Inglaterra:
Este vídeo me deixou meio ressabiado, pois parece que a produção já sabia que ela seria capaz de fazer isso. Por isso, prefiro o vencedor da edição de 2008, tão surpreendente, e mais emocionante do que ela: Paul Potts e sua ópera. Arrepia:
Realmente, o conteúdo é rei. E a indústria ainda não sabe como regular isso. Teoricamente, eu não poderia ter os dois últimos vídeos aqui, nem no YouTube, nem no UOL Mais, nem em nenhum lugar não autorizado pela empresa detentora dos direitos legais sobre eles. O problema é que nos sites destas empresas, normalmente, o público não "enxerga" o rei, e nem o procura por lá. Direitos autorais precisam ser revistos. Quem se fechar vai dançar. Os tempos são outros.
Mulheres normalmente não entendem o motivo de homens ficarem vidrados nos gols da rodada, afinal, "são todos iguais".
Não, não são. O gol do brasileiro Grafite, do Wolfsburg, na vitória por 5 a 1 sobre o bayern de Munique, pelo Campeonato Alemão, no último fim de semana, é a prova disso:
Em abril de 2007, fui aos EUA participar de um congresso (Web 2.0 Expo) em San Francisco e uma das novidades que vi foi um serviço chamado Twitter. Resumindo, a proposta era dizer, em 140 caracteres, o que eu estava fazendo agora. Já tinha ouvido falar superficialmente sobre o tema nos meses anteriores, mas achei meio inútil, afinal "quem quer saber se estou almoçando, correndo, viajando?". Essa história de pedir para dizer o que se está fazendo na hora de postar levava a maioria dos primeiros usuários a inundar o serviço com mensagens pouco relevantes a quem lia.
Nos corredores do congresso havia televisões de LCD mostrando os últimos posts com a tag oficial do concurso, e era interessante acompanhar o fluxo de mensagens falando de uma boa palestra ou de algum evento que rolaria mais tarde. Comecei a perceber que poderia haver uma série de usos interessantes para a ferramenta. Numa das palestras, conheci o twittervision, ferramenta que mostra um mapa-múndi em que pipocam os últimos posts no serviço.
Pano rápido e chegamos ao segundo semestre de 2008. A ferramenta já está consolidada nos EUA, e a combinação iPhone + Twitter revela-se extremamente eficiente, ainda mais num país em que redes wi-fi estão espalhadas por todos os cantos. Perto da eleição norte-americana, só se falava do Twitter de Obama, que, para desencanto dos eleitores, parou de ter atualizações justamente no dia seguinte à vitória. Já voltou a ser atualizado, mas com apenas 3 posts desde então.
Eu estava novamente em San Francisco, novamente num evento de Internet (Web 2.0 Summit), e fiquei impressionado com o número de pessoas portando iPhones, neles acompanhando uma série de "twitteiros", ou mesmo os posts com a tag oficial do evento. O congresso foi encerrado com uma palestra do ex-vice-presidente Al Gore, que falou, claro, sobre meio ambiente, aproveitando-se muito bem da platéia quase 100% democrata para passar seu recado, que ecoou de forma impressionante naquele momento no Twitter. Muitos dividiam o olhar entre o palco e o próprio Twitter, em que pipocavam dezenas de posts de quem acompanhava sua fala.
Twitter já foi até capa de revista semanal no Brasil (Época), sinal de que está chegando às massas. O mais interessante é que é um sistema quase à prova de spammers, pois sua característica básica de você não ser obrigado a seguir que te segue evita que chatos se coloquem à sua frente.
Hoje eu leio meu "stream" do Twitter (uso Twhirl) antes de ler os jornais do dia. Já encontro muita informação interessante, além de links para sites e/ou notícias bem legais, pois vem de gente que eu escolhi para seguir, ou seja, pessoas em quem confio, em quem acredito. Esse é o segredo da maioria das redes sociais e é o que faz a força do tal "conteúdo gerado pelo público". Quem nunca ouviu que a melhor propaganda vem do boca-a-boca?
Várias empresas têm começado a brincar na rede, e já há quem diga que economizou usando o serviço. O Facebook o copiou e até o Governo do Estado de São Paulo criou o seu usuário. E, para encerrar, sinta o tamanho da brincadeira acompanhando a cachoeira de posts do Twitterfall.
UPDATE: Esqueci de falar sobre o potencial do Twitter em relação a Busca. Podemos pensar que Twitter é o retrato do que é relevante agora, e poder pesquisar neste "banco de dados" tem um valor inestimável. Não à toa, ganha força o rumor de que o Google deve tentar comprar o serviço.
|
||||
|
|
||||